domingo, 18 de maio de 2014
A era da desinformação
Em 1948, com um propósito da fazer sistemas de gestão mais eficientes foi escrito o primeiro artigo sobre teoria da informação: Mathematical Theory of Communication. O propósito de se comunicar com maior eficácia está se transformando em uma das maiores incoerências criadas pelos próprios humanos. A teoria da informação deu origem a linguagem Binária, os bits, que mais tarde nos anos 60 daria origem aos computadores. A eficiência dos computadores e da internet (tem as vantagens) está servindo para se imprimir mais, deixar as pessoas mais confusas, mais ansiosas, etc. Nas empresas a burocracia só aumenta: os chefes estão ansiosos por informação, é fácil gerar relatórios, o problema está na sujeira eletrônica gerada , nos aspectos humanos. Vale a pena ler o artigo a baixo:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/imprescindivel/semana/gd020901a090901.htm
terça-feira, 13 de maio de 2014
Orgulho da Família
Hoje precisei ir no CREA resolver problemas burocráticos, na
fila de espera tive a oportunidade de presenciar uma cena bem peculiar. Havia
um garoto que não parava de sorrir na fila de espera, eu estava tão irritado
com o chá de espera que estava tomando, que não conseguia entender o sorriso
daquele “garoto” de vinte e poucos anos. Por fim sua vez de ser atendido
chegou, de primeira eu não prestei muita atenção no que ele tinha ido resolver.
Do nada a atendente lhe diz:
- Dirija-se até aquela mesa para tirar uma foto por favor.
Então o rapaz coloca as duas mãos na cabeça e responde:
- Moça, espera um
momento, eu não posso bater essa foto, não agora... viajei 230 km para
vir aqui, estou suado, sujo, cabelo desarrumado.
- Menino, dê uma ajeitada e bate a foto.
- Uma ajeitada? Jamais, meu diploma e minha carteira irão
fazer parte dos quadros de orgulho da família da barbearia de meu pai. Você
entendeu? Preciso de um terno, um bom penteado... até o moço que vai digitalizar
e ampliar já foi pago. Eu não sabia que tinha que tirar foto hoje.
- Volta amanhã então.
- Tenho que voltar hoje para a minha cidade.
Ele falou tão alto e de maneira tão espontânea que chamou a
atenção de todos que estavam na fila aguardando atendimento. Ficou nítido o
quanto era importante para ele a carteira do CREA com uma foto de terno e
gravata. Mais além de espontâneo, era engraçado também, e ele conquistou a
simpatia das pessoas que ali estavam. Então um moço que estava na fila,
provavelmente engenheiro tomou a palavra:
- Ei garoto, posso lhe emprestar a parte de cima do meu
terno, com gravata e tudo.
O garoto abriu um sorriso pegou um terno e lhe ordenou que
fizesse imediatamente o nó da gravata.
- Moça vou ali comprar um gel e me arrumar no banheiro. Vou
perder a vez?
- Claro que não pode ir.
Depois de uns 15 minutos aparece aquela figura com o cabelo
todo penteado com gel, vestido de bermuda e terno.
- Pronto, agora posso tirar a foto.
Todo mundo se divertiu bastante, várias fotos foram batidas
até que ele escolheu a melhor. Foi embora com a maior alegria do mundo.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
O frescor da vida...
Vi naqueles olhos a ternura,
Me perguntei quantos anos tem a fotografia,
E por onde eles devem andar,
Que traços e perfil absorveu com a
vida,
Pois jovens são esplendidos,
Velhos podem ser esplendidos,
A maturidade muitas vezes é
confundida...
Com o saber lidar da vida...
Dura e desconfiada...
Aí que está a questão...
Vida... vida...
Torne-se sabedoria,
Não ofusque.
Que o brilho se torne maioria.
Daniel Vidigal
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Estória de Vida
Tinha na época em torno de quatro anos, morávamos em Piracicaba, lembro-me que todas as manhãs na parte da frente da casa, sentava-se um senhor, ele era bem velhinho. Eu estava em ume período de muitas descobertas e perguntas, não conseguia processar a solidão daquele senhor. As roupas eram velhas, diferente das outras pessoas ele não tinha uma casa... dormia na rua. Lembro-me de uma cena bem marcante, minha mãe pegou o resto de comida do almoço, colocou tudo em um pote de sorvete usado e mandou a empregada servir o morador de rua. A imagem daquela comida no pote de sorvete era um pouco impactante para mim... pois meu prato era bem preparado pela minha mãe. Todos os dias gostava de observar e pensar, não faço a menor ideia de que tipo de questionamentos me fazia... mas eu pensava muito e queria entender aquele estilo de vida. Certo dia acordei e ele não estava mais, perguntei para a minha mãe o que tinha acontecido... ela me disse que as vezes as pessoas viajam. Me mostrou uma rosa morta no jardim, a vida aqui nesse lugar passa filho. Mesmo assim queria entender melhor para onde ele tinha viajado, pois realmente ele nunca mais voltou, sozinha ficou a sombrinha na frente da nossa casa, carregando suas coisas, sua estória de vida.
Foto: Desconhecido
Autor: Daniel Vidigal
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Tentando entender...
Opressão,
Gera desejos,
O ter sem consciência,
Gera violência...
É quase que geral...
Esse estado adormecido,
De pouco fazer,
Muito reclamar,
E pouco entender.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Que onda...
A vida é como surfar várias ondas,
Na verdade a vida é uma onda...
Por mais espetacular que ela seja,
A onda...
Sempre nos leva de volta a beira...
Mesmo lugar?
Jamais,
Estamos sempre em perfeita metamorfose,
Perfeitas??
Depende de como encaras...
A nova realidade..
De ter que remar e remar...
Voltar par o fundo
E se deliciar novamente com os privilégios que a vida,
As ondas ....
nos oferecem.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Cantinho
Cantinho,
escondidinho... parquinho,
mundo gigantesco,
...
tuneis,
aventuras,
voos
emboscadas,
energia infinita.
filho embora...
mais um pouquinho...
que pelo tempo viaja.
escondidinho... parquinho,
mundo gigantesco,
...
tuneis,
aventuras,
voos
emboscadas,
energia infinita.
filho embora...
mais um pouquinho...
que pelo tempo viaja.
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