quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Medo!?




Eu sou aquele que rasga a paz de sua mente,

O mesmo que torce o olhar de muitos,

Dilacero a construção das coisas,

Tenho tido ao longo dos anos vários nomes,

O que ninguém sabe é que...

Você tem que me conhecer.

Não fuja!!!

Tenho a capacidade de chegar a todas as mentes...

Faço da vida a luta.

Dou um sentido a vida daqueles que não entendem,

Tenha coragem.

Só assim poderás realmente,

Fazer o bem.

É preciso me conhecer.

Os que me ignoram eu simplesmente os atormento,

Os deixo na escuridão.

Eu tenho um tom,

Uma sintonia...

Não consegues viver sem pegar carona,

Não neste mundo.

Será?

Quão incoerente,

É dar a minha derrota,

O sentido da vida...

O medo,

O medo,

É apenas o entendimento,

De tudo aquilo,

Que poucos entendem.

 

Imagem: http://ipibauru.com.br/tive-medo/

sábado, 9 de agosto de 2014

Sabedoria Implícita

Ilustração Fernanda Vidigal
 
 
 
Em certa vila onde fortes ventos ecoam casas adentro, vive um senhor de idade avançada, não se pode chama-lo exatamente de infeliz, mas uma coisa é fato, ele é solitário. A vida lhe reservou as mais duras experiências, nem por isso ele perdeu a vontade de brilhar. Tem a cerveja como sua fiel companheira nas longas noites de ventos fortes, outra terapia que ocupa sua mente é limpar a casa. Muitas das pessoas que lhe passaram na vida lhe trouxeram sofrimento, mas ele sempre encarou como amadurecimento, entende perfeitamente a estatística do universo. Dessas pessoas seu coração só guarda os bons momentos. Seus filhos são bem criados e são felizes, mesmo assim pouco os vê, sua natureza lhe indica ficar a pensar e pensar, tem ótimo relacionamento com a ex mulher, tem orgulho de suas crias.
A aproximação com as pessoas é complicada, seu temperamento não é exatamente o padrão, facilmente entendido. Certo dia em sua solidão uma cachorrinha lhe apareceu em sua porta, lhe bateu um certo desespero, pois em momento algum ousou abandona-la, mas era completamente incapaz de partilhar parte do seu dia com uma cadelinha. Se perguntou como havia invadido seu quintal e o que fazia ali dentro. Então comprou um pouco de ração... e cadelinha e dono da casa ficaram se encarando por horas. A cadelinha tinha aquele olhar doce... difícil interpretação, já ele bebia e mergulhava nos mais profundos questionamentos que um ser humano pode se fazer e se perguntava: De onde saiu esse animalzinho?
No outro dia pela manhã saiu a rua e perguntou a alguns garotos de quem era aquele bichinho, eles rapidamente  reconheceram “a peteca”, mora no final da rua. Até lá foi com a cadelinha e um montão de meninos atrás dele, bem sério continuou caminhando. Chegando lá não havia ninguém em casa e a peteca foi passada por cima do portão.
No dia seguinte quando chegou do trabalho eis a surpresa, lá estava ela de novo. E mais um dia ele a devolveu. Esse processo se repetiu várias vezes, ele aos poucos se apegava de certa forma a cachorrinha. Certo dia a dona de peteca se perguntou: Damos tanta atenção a essa cachorrinha, porque será que ela sempre vai a casa daquele homem? Ele por sua vez bebia, brincava mais não entendia. E a questão ficou no ar, nos fortes ventos que ainda mais dúvidas provocavam. O que será que peteca encontrou naquele senhor? Ou vice versa... mas a minha opinião é que a Peteca faz o que ninguém consegue fazer, invadir sua solidão e lhe trazer um pouco de paz.

domingo, 3 de agosto de 2014

Correria





Sair para se divertir em uma grande cidade é uma correria, tudo está cheio, se sai para comer, a comida é feita em grande escala. As vezes tenho a impressão de que essa diversão é um processo automático, como uma agenda organizada. A semana é estressante e tudo é para ontem, então o mesmo se vê em comportamento de certos clientes, não podem haver erros, não estrague meu prazer, anote tudo e não atrase nada, nem um minuto. O fruto do meu dinheiro é fruto do meu estresse, a causa da minha diversão, é exigir do outro, do aquilo que de mim essa grande cidade exige, mas mal percebo, que esse seria o melhor momento para de tudo eu me desligar. 

Foto: http://quebagaca.com/?p=618

quinta-feira, 10 de julho de 2014

É isso aí


 
 
Coisas que deram certo na copa,

Aeroportos, torcida, organização,

Coisa que também deu certo na copa,

A reação a derrota,

Digo, pseudo derrota....

Carregada de reflexão,

É sim orgulho termos uma seleção vencedora,

Somos um país com pouca história,

É sim orgulho sermos um país de pessoas felizes,

Queremos uma identidade,

A do bate bola se foi por terra.

Terra, bola mesmo.

A evolução está no ar,

Sintonizemos,

Sejamos felizes,

Honestos ... trabalhadores,

Vamos construir nossa história,

Que ainda é uma criança...

Sejamos brasileiros,

Cada casinha de praia de estrada,

Cada casona de luxo...

Cada um desses bons ventos,

Com muito orgulho,

Com muito amor.

Gritemos,

Mas,

Trabalhemos,

BRASILLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Crônica O Morro dos Ventos Uivantes


Imagem: jenimal.deviantart.com

Há tempos não me via tão entretido em um romance como este, a escritora Emily Bronte fornece ao livro uma atmosfera particular, a genialidade do enredo é complexa, mesmo assim vou me ousar a escrever uma crônica. Tudo começa com a narrativa do Senhor Lockwood, um cavalheiro inglês que muda-se para uma isolada casa de campo em busca de tranquilidade e afastamento da tão conturbada convivência urbana. O proprietário das terras, o Senhor Heathcliff, carrega um passado cheio de ódio e vinganças, em busca dessas respostas começa a narrativa da Senhora Dean, uma criada daquelas terras que conhecia o desenrolar do enredo.

Heathcliff fora encontrado ainda como menino e cigano nas ruas pelo senhor Earnshaw, o primeiro proprietário das terras há muitos anos atrás do começo da narrativa do romance. Em pouco tempo a presença do cigano provoca desavenças entre seus filhos biológicos, Catarina e Hindley, ocorre um terrível conflito psicológico naquela casa. Seu filho biológico Hindley cria um ódio profundo de Heathcliff. Em poucos anos o senhor Earnshaw morre e seu filho Hindley assume os comandos e começa uma série de maus tratos ao  cigano Heathcliff. Nessa mesma época Heathcliff e Catarina Earnshaw irmã de Hindley começam a viver um amor de infância, recheado de lindos passeios pelos campos, aventuras ao escurecer, descobertas por florestas, etc. Já moça Catarina se interessa por um jovem da alta sociedade, Edgar Linton, moço educado, rico e de boa índole. Ela nega seu amor a Heathcliff devido a interesses financeiros e por querer fazer continuar fazendo parte da alta sociedade. O cigano Heathcliff ganha o mundo com o coração amargurado. Os anos se passam, Catarina se torna uma mulher feliz com Edgar Linton, Hindley tem um filho chamado Hareton, mas com a morte de sua esposa se torna alcoólatra e viciado em jogo.

A senhora Dean sempre tentava manter a ordem no caos que muitas vezes se tornava inevitável.  Heathcliff reaparece rico e bem aparentado anos depois, disposto a reconquistar Catarina. Esta não nega seu casamento, tão pouco seu amor ao que se tornaria seu amante, julga  Heathcliff perverso, já seu esposo Edgar, o acusa de fraco pelo ciúmes. Uma espécie de manipulação destrutiva, difícil para um homem descrever esses sentimentos. Caso queriam melhor detalhes sobre o comportamento de Catarina, melhor ler o livro e conferir pela própria escritora. Heathcliff casa-se com a irmã de Edgar Linton, provocando um ciúme doentio em Catarina, que em seus conflitos começa a delirar, torna-se doente e morre dando a luz a uma linda menina que possui seu nome.

Nessa fase do livro, faço questão de chamar a atenção, pois nela é como se duas flechas fossem lançadas suavemente, dois sentidos a existência, quanta ousadia a minha. Edgar Linton supera a traição, a morte da esposa e cria sua filhota Catarina com todos os valores, carinho e amor que um pai pode dar.  Já Heathcliff continua raivoso e vingativo, sua última intenção é casar seu filho com Catarina, para que com a morte de Edgar Linton, se torne o dono de todas as terras, concluindo seus planos. Edgar Linton morre doente e com amor no coração, com a idade aproximada de 40 anos. Sua filha, uma menina educada e boa, porém, com todas as imperfeições que um ser humano pode ter, é forçada a se casar com o filho de Heathcliff, este morre poucos dias depois, o casamento serviu apenas para o roubo da herança. Me referi a duas flechas, pois uma trata-se da postura de Edgar Linton perante aos problemas e aos imprevistos da vida. A outra é a vingança e o ódio de Heathcliff, em momento algum a autora do livro aplica qualquer moralismo ao mesmo, apenas cita as etapas. Heathcliff é um mortal incapaz de superar as surpresas que a vida lhe reservou, nem por isso merece ser uma alma infeliz, pelo menos não nessa vida. No final da estória a jovem Catarina se apaixona pelo seu primo Heraton, Heathcliff a essa altura da vida se vê sem folego de prosseguir. O livro deixa a entender que Heathcliff começa a ser assombrado pelo seu antigo amor, Catarina... isso o deixa doente, pois a morte é para ele a liberdade... morre, e lendas de assombrações tomam conta do povoado, ambos fantasmas se amam pelos jardins dos pântanos. Já Catarina e Heraton começam um amor puro e prospero. Eis as duas flechas!. Elas não se encontram no livro, mas creio que é possível senti-las, um clássico é sempre um clássico, mas esse para mim deixa uma mensagem, que eu como imperfeito humano vou tentar cumpri-la: pouco moralismo, mais amor e muita fé.
 
 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Únicos...


OOO Sem imagens OOO
 
 
Olhando para a lua me perguntei por quanto tempo?

Por quantas eras?

Gerações?

Maravilhas,

Romances,

Tragédias,

Na noite de um ventinho gostoso,

As palhas dos coqueiros transpiravam eternidade,

Profundidade,

A cor do céu era confusa...

Negra, cinza, azul...

Me senti parte de todas as gerações,

Todos os continentes,

Culturas,

Tempos,

Tragédias...

Holofote universal...

Mágico... Maravilhoso.
 
Daniel Vidigal

sábado, 7 de junho de 2014

A procura...




Sair para pescar,

É o mesmo que sair para mergulhar,

O fundo do mar é belo,

A notória falta de folego não deve assustar,

Quando estiver sentindo...

Tudo se entenderá...

Que tudo acontece por um acaso...

De nos diferenciar...

Sermos realmente superiores...

... aos outros animais,

Não apenas domesticados...

Mas encorajados de sentidos...

Amor...

Bem....

Viva.. procure... se extasie....
 
Daniel Vidigal
 
Imagem: