quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Declaração...

Amor sempre te escrevi poesias, firmes, simples mas, bem fortes em seus significados. Tudo o que te escrevi sempre saiu do coração, sempre foi leve, espontâneo.... a minha escrita é do jeito do nosso amor. A dois dias você me pediu para lh...e escrever algo, a verdade é que nunca devemos pedir isso a um poeta, pois escrever é uma ação natural, como nesse momento escrevo normalmente, as palavras saem dos meus dedos de maneira bem suave. Vivemos em busca de um padrão chamado felicidade, as vezes nos perdemos um pouco, logo logo nos encontramos, o fato é que os centrados sabem bem o que querem. Para mim a base de um relacionamento são os sonhos, eles devem ser comuns, não podem ser diferentes...acho que nos dois possuímos os mesmos sonhos, e isso faz com que o nosso relacionamento seja muito especial. Não sou de acordo com a frase " os opostos de atraem", claro que não devemos em hipótese alguma estabelecer regras para um relacionamento, mas não gosto dessa frase. Somos complexamente parecidos, você é uma mulher agitada, mas que carrega um coração calmo e sábio nos momentos importantes, já eu sou um homem calmo e assustadoramente apaixonado pelo seu agito e sua sabedoria. Então posso concluir que nesse e em diversos outros aspectos somos muito parecidos. Pouco antes de te conhecer escrevi o seguinte verso:



http://buscainternapaz.blogspot.com.br/2013/04/vamos-dar-um-beijo-de-novela.html



Parecia que você estava por chegar, hoje vivo com você um amor puro e gostoso. Carregado de boas intenções... as sensações são presentes... só posso dizer que você me faz muito feliz.



Beijos

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ventos...


 
 
 
Ventos...

Na noite lembram sons...

Distantes,

Rasantes.

Sintonizados com os grilos...

Com as rãs...

Deixam a orquestra afinada,

Cachorro late,

Gato mia,

É saudade que bate.

Mas de que?

Misterioso vento...

Aconchegante noite,

Produz sensações...

Mas não fornece resposta.

Sinta,

Enfrente,

Desfrute...
 
Escrito por Daniel Vidigal

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A fenda....






Uma fenda no tempo...
discreta,
sincera,

calada...
Quando menos esperávamos,
a chama incandesceu...
na arte da paixão...
do amor...
há rumores,
que amor e ódio andam de mãos dadas...
se o ódio toma conta...
ficamos de mãos atadas.
Da dedicação ao dialogo.
Vem a construção...
da solidez nasce o amor...
assim é a nossa fenda.
Intensa, construtiva e sincera.

Escrito por Daniel Vidigal

domingo, 27 de outubro de 2013

Missa




O horário da Missa é sete horas da noite, senhoras, casais, famílias, mulheres, homens, crianças se arrumam e ficam cheirosos para o momento de agradecer e pedir a Deus pela paz. Na cidade de Siupé a missa acontece na praça da cidade, o padre e a banda ficam em cima de um palco. Há o grupo das senhoras: Umas solteiras, outras casadas, divorciadas, longe dos filhos... chegam com o terço nas mãos e com muita concentração ficam a espera do começo. Há o grupo das jovens, essas rezam por algum amor, futuro, família, vestibular, formatura, faculdade e ao próximo. Os jovens, casais, etc. É muito complicado definir a busca de cada um. Mas uma coisa é fato, o momento da missa é um momento de paz, alegria onde as pessoas tem a oportunidade de refletir, gradecer, se abraçarem...
No momento em que está ocorrendo a missa uma figura um pouco fora do padrão aparece, se trata do Manoel, um sujeito que acorda e vai dormir bêbado todos os dias. Para alguns ele chama pouco a atenção, para outros ele incomoda, já algumas pessoas rezam pela paz desse homem. Todos os domingos, esteja o Manoel bêbado ou lúcido ele toma banho, coloca a sua melhor roupa e vai a missa. O que pouca gente desconfia é que ele tem Deus no coração, seja o Deus da consciência, das boas energias, das boas intenções ou da vontade de fazer o bem. Entupido de cachaça ele se esforça por rezar o pai nosso, Ave Maria ou repetir as palavras do Padre. No final da Missa todos vão para a casa, alguns para estar com suas famílias outros para se unir a solidão. Ele na rua continua e a bebida novamente se entrega. Depois que já está muito bêbado, procura um local para se encostar, pois ainda mora na casa da mãe e não quer chegar em casa naquele estado. E na rua ele dorme, ali ele sonha. Sonha com o dia em que o mundo o entendia e ele entendia o mundo, dos momentos de sua infância em que ia a missa aos domingos com sua mãe e seu pai... ele bem comportadinho rezava o terço quantas vezes fosse preciso. Naquele tempo o padre carregava ele no colo e as mesmas senhoras que hoje o desprezavam ali o chamavam de fofo. Algo se perdeu, o fato é que nem ele nem sua mãe verdadeiramente o sabem, seu pai muito jovem faleceu, ele não entende o mundo e o mundo não o entende, a verdade é que o resultado é desastroso. A noite passa, nada mais resta na rua que o silencio e o Manoel dormindo. Quando acorda ele não se lembra o que o sonhou, no seu coração só lhe resta o sentimento de um mundo confuso e frustrante. A única verdade que se sabe, é que o Manoel nunca fez mal a ninguém, só a ele mesmo e a sua mãe... que procura explicações, mas não sabe exatamente o que deixou de fazer, pois sempre amou o filho incondicionalmente.

Escrito por Danie Vidigal 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Registro


 
 
 
Neto do Daniel em 2050:  Vô, é verdade que na sua época era impossível compartilhar as fotos com os amigos?

Daniel: Não exatamente impossível, mas elas eram impressas e aí podíamos lembrar dos momentos com amigos presentes.

Neto: Mas que sentido faz sair, se divertir e não registrar?

Daniel: Nós também registrávamos, mas os resultados das fotos demoravam um pouco mais para sair. Tudo ficava em um armário.

Neto: Mas era fácil encontrar fotos de quando bebê?

Daniel: Sim, sim, fácil, pois ninguém tinha muitas fotos.

Neto: Estranho mesmo, outro dia o papai e a mamãe queriam uma foto de quando eu era bebe e simplesmente não encontraram. Minhas fotos de quando eu era bebe estão perdidas em um disco infinito de 100000 TERAGIBITES.

Daniel: Pois as minhas estão ali. Mas há serviços pagos para recuperar suas fotos. E existe outro espaço gigantesco no seu perfil do KlamBook, no qual com muita dificuldade eles poderão encontrar suas fotos. Naquele tempo as mães paravam para fazer os álbuns.

Neto: Parar para fazer álbum? Que mundo pacato vocês viviam.

Daniel: Tudo ficava guardado e fácil de encontrar, quando recebíamos aquela visita gostosa em casa. Pronto, tínhamos conversa para toda uma tarde.

domingo, 29 de setembro de 2013

Poema: Sem Título


 Imperfeitos somos....

Juntos melhoramos......

Simplesmente,

Superamos,

Com o amor...

Tudo podemos,

Assim...

Nos amamos.

Escrito por Daniel Vidigal, inspirado em Melina Sales


 


domingo, 22 de setembro de 2013

Bagunça na Praia

Poema: Bagunça na Praia

Batuque,

Latinha,...

Farofa,

Ypióca,

É som para todo gosto...

Praia,

Gostosa,

Vento,

Sol...

A espontaneidade reina,

Som sem regras,

E os comportados nas barracas?

Ô leve espontaneidade,

Tenha um pouco de piedade...

Dessa padrão de Felicidade.

Escrito por: Daniel Vidigal